Identidade e memória: o remanescente quilombola Margem da Linha na cidade de Teófilo Otoni-MG
DOI:
https://doi.org/10.18817/ot.v23i42.1291Palavras-chave:
território negro, identidade Bahiminas, Estrada de Ferro Bahia e MinasResumo
Este artigo objetiva detectar referências identitárias construídas no remanescente quilombola Margem da Linha, localizado no município de Teófilo Otoni-MG. Em 1881, a partir do sul baiano, iniciou-se a construção da Estrada de Ferro Bahia e Minas, adentrando o Nordeste de Minas Gerais até chegar a Teófilo Otoni, em 1898. Na periferia dessa cidade, instalaram-se trabalhadores majoritariamente negros que construíram nesse território as suas moradias. Com o fim da linha, em 1966, nessa comunidade urbana ocorreram profundas transformações. A entrada de novos moradores e a saída dos ferroviários e familiares enfraqueceram as redes de sociabilidades existentes. A questão posta é: ainda é possível encontrar características socioculturais desses quilombolas? Na metodologia, foi utilizada a abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e entrevistas com ferroviários e os seus descendentes. Verificou-se que a comunidade construiu fortes referências identitárias ao longo de décadas, mas vem enfrentando dificuldades na preservação dessa memória desde o fim da ferrovia.
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Referências
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