Do rei, do juiz e da escravizada: múltiplos significados do processo migratório de mazaganistas, 1769-1778

les multiples significations du processus migratoire des mazaganistes, 1769-1778

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18817/ot.v23i42.1382

Palavras-chave:

imigração, Mazagão, Amazônia

Resumo

A Fortaleza de Mazagão, de origem lusitana e localizada em Marrocos, foi erguida em 1514 e evacuada em 1769 sob as ordens do monarca português D. José I. Na ocasião, uma população de mais de duas mil pessoas foi compelida a abandonar as suas casas e cruzar o Oceano Atlântico com destino ao Grão-Pará, na Amazônia. Esta pesquisa reflete sobre os múltiplos significados desse processo migratório, que envolveu distintos sujeitos históricos, marcadores sociais e realidades ambientais. Analisamos as perspectivas acerca desse deslocamento a partir de três eixos: a Coroa lusitana em Lisboa; a elite mazaganista, cujas famílias estavam estabelecidas há gerações em Mazagão; e uma mulher preta escravizada, obrigada a partir para uma terra desconhecida, onde desenvolveu estratégias para transformar seu lugar social. O artigo demonstra como um único fluxo imigratório abarca variados interesses políticos, econômicos e sociais, defendendo que os marcadores sociais da diferença devem ser compreendidos como parte da bagagem de quem migra.

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Biografia do Autor

Antonio Otaviano Vieira Júnior, Universidade Federal do Pará

 

Doutor em História Social, professor da Universidade Federal do Pará

Belém, Pará, Brasil

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Publicado

2026-07-31

Como Citar

Vieira Júnior, A. O. (2026). Do rei, do juiz e da escravizada: múltiplos significados do processo migratório de mazaganistas, 1769-1778: les multiples significations du processus migratoire des mazaganistes, 1769-1778. Outros Tempos: Pesquisa Em Foco - História, 23(42), 33–54. https://doi.org/10.18817/ot.v23i42.1382

Edição

Seção

Dossiê (2026.2): Migrações, exílios e diásporas: o mundo em movimento no século XIX